A Quinta da Sabugosa é uma unidade de turismo rural localizada na envolvente do Santuário do Bom Jesus do Monte, em Braga, um dos mais relevantes marcos patrimoniais e religiosos em Portugal.
O projeto parte da necessidade de posicionar o espaço não apenas como alojamento, mas como extensão do território, da sua história e da sua carga simbólica.
Desafio
A proximidade ao Santuário do Bom Jesus do Monte, classificado como Património Mundial da UNESCO, introduz um contexto de forte carga histórica e simbólica, onde qualquer intervenção exige contenção e respeito pela identidade existente.
O desafio passou por construir uma identidade própria sem competir com um património dominante, evitando soluções genéricas de turismo rural ou abordagens decorativas.
Solução
A proposta parte de uma leitura estruturada do território classificado, onde a arquitetura, a organização axial e a relação com a paisagem são elementos centrais.
O símbolo sintetiza elementos do Bom Jesus, como a verticalidade, a escadaria, a floresta e a organização axial, reinterpretados numa linguagem gráfica contemporânea.
Mais do que representar, o sistema organiza e traduz o contexto, criando uma ligação direta entre marca, espaço e experiência.
Sistema visual
O sistema foi desenhado para funcionar de forma adaptativa, garantindo consistência em diferentes escalas e suportes.
A identidade não é fixa. O sistema prevê diferentes níveis de simplificação, permitindo ajustar o grau de detalhe consoante o contexto de aplicação, sem comprometer a legibilidade ou a consistência.
Esta abordagem permite que a marca funcione com clareza em diferentes contextos, desde suportes editoriais e estacionário até aplicações mais técnicas ou de sinalética. A paleta cromática reforça essa lógica. O verde profundo remete para a envolvente natural e para a permanência do lugar, enquanto o tom cobre introduz uma dimensão material e histórica, associada ao património e à construção.
Resultado
Uma identidade discreta mas sólida, que não compete com o contexto, mas integra-se nele. A marca funciona como extensão do lugar, reforçando a perceção de autenticidade e contribuindo para uma experiência coerente e diferenciada.
Mais do que um elemento estático, a identidade funciona como um sistema flexível, capaz de se adaptar ao contexto sem perder coerência.